28 janeiro 2004

ESPÍRITO DA MANHÃ

Preguiçosa manhã de calma fértil.
Odores de Azul-cristal
Do último sonho inacabado.
Anjos-de-mim descansando
No aconchegante colo do Tempo-pai.

Sei que falo de ti-comigo e com o Outro.
Tenho um compromisso quase doentio
Com a raiz-divina da manhã do Mundo.
Já não sei se existes para mim
Ou eu para ti.
Sei e não-sei quem és!
Digo-te que é grande a fome que tenho
Do pedaço de Infinito
Que caindo está
Por esta breve manhã
Assustadora-mente calma.