02 janeiro 2005

DA POESIA AO EROTISMO - FELIZ 2005!

A Poesia é sublime, tem um “corpo” belo e doce, abraça toda a Terra com ternura e é fiel amante do homem iluminado.
O Erotismo é uma manifestação física e espiritual da Beleza, irmã do Amor e da Verdade. O poeta canta sempre o Amor, identificado ou crismado com a Beleza, a Justiça, a Virtude. Canta o amor entre as almas que se abraçam no mesmo ideal.
Os poetas prestam uma espécie de culto ao Erotismo, libertam-se do erótico sensível e caminham assim, poema a poema, para o erótico inteligível, o erótico paradigma, que afaga a Alma de divinas emoções, porque os Amantes encheram a Terra e neles a Vida cantou.
A palavra «Erótica» e seus derivados, assusta muita gente, que não admite que o Erotismo é uma dimensão real e saudável da Vida na medida em que, associa o espírito e o corpo de uma forma ímpar, prudente e engenhosa, ou não fosse o Amor (Eros) filho de Poros (O Engenho) e de Métis (A Prudência).
O Amor é belo, rude, sujo e anda descalço, sem eira nem beira. É bravo, audaz, ardente, é filósofo, bem educado, habilidoso. É o meio termo entre a sabedoria e a ignorância.
Sinto o erotismo desta folha, porque me liberta, dialogando comigo a fim de um desejo ardente de perfeição.
O Erotismo é um pôr em comum exteriormente, as manifestações da Alma. Será a passagem do interior ao exterior. Será assim, um mensageiro da Alma, um profeta atento aos amantes, que alimentam o Espírito de luz e calor, e, por isso, estas palavras da poetisa e escritora Natália Correia, cujo sentido paira algures no infinito de um amar: «Infinitamente iluminados pela mais alta fogueira do seu sangue, o homem e a mulher souberam então que tinham alma».
Fiquemos com a paz da Poesia. Feliz 2005!

Sem comentários: