14 junho 2005

OS POETAS NUNCA MORREM!

Ao Eugénio de Andrade
(...) A tentação primeira, perante a leitura de uma qualquer obra poética, deve ser a de nada lhe perguntar pois talvez nenhuma pergunta seja possível. Escreveu Eduardo Lourenço nessa maravilhosa obra chamada Tempo e Poesia: “Compreender a poesia é olhá-la sem a tentação de lhe perguntar nada. É aceitar o núcleo de silêncio donde todas as formas se destacam. A obra vale pela densidade de silêncio que impõe. Por isso os poetas que imaginam dizer tudo são tão vãos como as estátuas gesticulantes”.
Sabemos e sentimos que a Poesia é bem mais do que uma linguagem: energia-cósmica que impele a procura de nós, trilho do Graal, mística, amor, paixão, algo sagrado. No poema, as palavras não são palavras, são “outra coisa” que tem a força e o sentido de uma oração a todos os deuses. Fruir um bom POEMA, é como descansar serenamente - e por magia - sobre as águas do Mar num dia calmo e ao crepúsculo (...).

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