DIVULGAÇÃO E PROMOÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS. Contacte-nos! ENTREVISTAS (Escritas e em Vídeo); Convites para eventos; Apresentação de projetos literários e artísticos; Vídeo-Livros; Vídeo-Artes; Vídeos-Clip's; Exposições; Textos sobre diversos temas/assuntos e o que "nos der na real gana"; Bocas; Ditos; Reparos; Sentimentos; Emoções; Paixões; Aforismos; Citações... CULTURA EM DIVULGAÇÃO!
01 junho 2020
31 maio 2020
VÍDEO LIVRO - «LUA AZUL» de Acácio Carvalhal Costa - Edições Colibri Colibri - por Ângelo Rodrigues
VÍDEO LIVRO - «SOMBRAS ROCK PELOS MONTES» de Rosário Pedroso - Edições Colibri - por Ângelo Rodrigues
26 maio 2020
MUNDO(S) - Livro 8 - Capa-frente - Edições Colibri
Obrigado Raquel (a nossa designer de eleição) por esta capa lindíssima!
Estamos a receber trabalhos para o Livro 9 em formação.
Peça Regulamento desta "obra de culto" pelo mundos.coletanea@gmail.com
Faça parte de um projeto literário peculiar!
23 maio 2020
21 maio 2020
20 maio 2020
«SOMBRAS ROCK PELOS MONTES» de Rosário Pedroso. Parabéns por esta magnífica obra publicada pelas Edições Colibri!
Um belíssimo livro de
poesia e fotografia.
Não deixe de ler e de ver!
poesia e fotografia.
Não deixe de ler e de ver!
(Oportunamente poderá ver e ouvir neste blogue uma entrevista
- em vídeo - com a autora sobre esta obra e também uma conversa
em podcast no ESPICAÇAR. Fique atento!)
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«LUA AZUL» - novo livro de Acácio Carvalhal Costa. Parabéns ao autor po resta extraordinária obra poética!
Um belíssimo livro de poesia.
Não deixe de ler!
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Já nas livrarias físicas e online
(Wook e Bertrand)
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bem como na loja
online da editora AQUI.
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(Oportunamente poderá ver e ouvir neste blogue uma entrevista
- em vídeo - com o autor sobre esta obra e também uma conversa
em podcast no ESPICAÇAR. Fique atento!)
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13 maio 2020
10 maio 2020
05 maio 2020
03 maio 2020
27 abril 2020
26 abril 2020
19 abril 2020
16 abril 2020
11 abril 2020
06 abril 2020
ESPICAÇAR por Ângelo Rodrigues - Podcasts
ESPICAÇAR
por Ângelo Rodrigues
(15 a 20 m de puro delírio)
Olá amigos!
Porque razão faço isto? Porque sim… não consigo estar quieto… sou como que hiperativo e já tenho idade para ter juízo, mas também não quero ter…
Em princípio, esta “brincadeira” irá para o ar aos domingos. Não lhe chamei delírios porque esta designação já estava tomada; foi batizado de ESPICAÇAR - à falta de melhor - pois lembrei-me do grande Sócrates (o Grego, não confundir com o nosso que nem lhe chega aos calcanhares…) que dizia dele próprio: «eu comporto-me como um moscardo que espicaça as consciências adormecidas no sono fácil das ideias feitas». Com as devidas distâncias e considerações, é um pouco isto que se pretende também à nossa maneira…
Vou tentar falar de tudo sendo que por vezes (talvez demasiadas provavelmente) não irei dizer nada, ou quase nada. É como dizia o outro… quando lhe perguntaram: o que é que ele disse até agora? A resposta foi: por enquanto só falou!
Espero não perder o meu tempo nem fazer perder vosso. Vou partir do princípio que vale a pena e oxalá possam achar alguma piada a esta “coisa sonora” a que os “modernos” chamam de Podcast. “Modernices contemporâneas” é o que é… Isto é só uma tirinha de som que procura também denunciar, problematizar, inquietar, irritar, aconselhar a leitura de um livro, de um evento e, se possível, entreter. Direi o que me “der na real gana”. Se não gostarem, que se lixe!
E, porque não… espicacem também!
Desejo muito carinho, amor e ternura.
Beijinhos e abraços para todos - que bem merecem - nesta conjuntura e contingência lixada que o sacana do vírus provocou.
Contacto para críticas, apologias, má-língua e sugestões:
angelomanuelrodrigues@gmail.com
Página pessoal: www.angelo-rodrigues.webnode(Num qualquer motor de busca, basta colocar “Ângelo Rodrigues página”)
04 abril 2020
BOA PÁSCOA!
Apesar da conjuntura e das contingências que estamos a viver, desejo a todos os criadores e divulgadores de autores e divulgadores de Cultura (bem como às suas famílias) uma BOA PÁSCOA!
Cuidem-se e cuidem dos outros sem sair de casa.
Boa quarentena e procurem ser felizes!
29 março 2020
«O que devem as escolas fazer?» por Pedro Santos Maia
Aqui vos apresento uma reflexão do meu colega Pedro Santos Maia
com a qual estou absolutamente de acordo. Leiam e opinem!
com a qual estou absolutamente de acordo. Leiam e opinem!
O que devem as
escolas fazer?
Há dias o Primeiro-Ministro
referiu que a situação de pandemia que vivemos deve prolongar-se por três
meses. Dados mais recentes (https://www.publico.pt/2020/03/27/sociedade/noticia/coronavirus-pico-surto-portugal-sera-mes-maio-1909818)
apontam num sentido semelhante, e não em possibilidades de antecipação do fim
da crise.
Fazendo contas e retirando
ilações, teremos meados de junho como cenário provável (e talvez até otimista)
de superação da pandemia. Para as escolas, isto significa que não haverá aulas
em abril, em maio e em junho, ou seja, não haverá mais aulas este ano letivo;
do ponto de vista presencial, este ano letivo está terminado.
Para
enfrentar este problema, o Ministério da Educação lançou um «Roteiro» com 8 Princípios
Orientadores para a Implementação do Ensino a Distância (E@D) nas Escolas. Não
discuto aqui intenções, as quais poderão até ter sido as melhores, nem os
méritos que as tecnologias hoje contêm e os contributos que permitem trazer
para as nossas vidas e, neste caso, para o que acontece nas escolas.
Simplesmente, a sua concretização pode vir a ser (na verdade, está já a ser)
desastrosa. E isto por três ordens de razão.
Em
primeiro lugar, não se está a acautelar o princípio fundamental de justiça e de
igualdade de oportunidades — princípio norteador da escola pública — de acesso
aos meios necessários para a modalidade de ensino à distância por todos os
envolvidos no processo, ou seja, professores e estudantes; pelo contrário,
está-se a promover uma situação que valida inaceitáveis e inconstitucionais formas
de exclusão e discriminação, conforme se pode verificar aqui: https://www.publico.pt/2020/03/27/sociedade/noticia/ministerio-nao-acautela-alunos-internet-novo-plano-ensino-distancia-1909775.
Imaginar o contrário é ignorar a situação em que vivem milhares de famílias em
todo o país. Foi para diminuir distâncias — de toda a ordem — que a escola
pública foi criada, não para as aumentar!
Em segundo lugar, a experiência acumulada
nas duas últimas semanas tem-se traduzido numa sobrecarga de trabalho dos
estudantes e dos professores, e quanto a estes num desrespeito pelas suas
condições profissionais e designadamente pelos seus horários de trabalho. Seria
fácil encontrar muitos testemunhos que comprovam este tópico.
Em terceiro lugar, esta modalidade de
ensino à distância não garante a credibilidade da avaliação dos trabalhos dos
estudantes pela muito prosaica e óbvia razão de não se poder garantir a
autenticidade da autoria dos mesmos. Continuar a trabalhar com os estudantes,
sim. Tentar atingir o maior número, com certeza. Desenvolver competências,
sempre. Mas, como estamos, não é possível nem legítimo lecionar novos
conteúdos, não é possível nem legítimo avaliar e classificar a sua
aprendizagem. Pensar o contrário é contribuir objetivamente para atropelar a
mínima isenção e objetividade que o processo de avaliação deve envolver.
Portanto, nas condições em que nos encontramos, este
tipo de ensino não garante… o ensino, dado que a qualidade é insuficiente, com
precária vertente pedagógica, com uma didática avulsa, o que, além do mais, não
atende ao que está consignado nos normativos, um ensino adaptado às
necessidades dos alunos. É também discriminatório dos professores
com mais idade que são forçados a recorrer a tecnologias que dominam
insuficientemente, e que não passam a dominar de forma instantânea. É preciso
tempo!
Portanto, nas condições atuais, este tipo de
ensino — o ensino à distância, de forma prolongada, na escola pública — não
garante a aprendizagem em moldes universais e equitativos.
E portanto também, neste ano letivo, esta
modalidade de ensino não se deve traduzir e culminar numa avaliação final, pois
esta não se sustenta em bases sólidas, credíveis e minimamente objetivas.
O que devem então as escolas fazer?
Em vez de medidas mais ou menos fictícias,
avulsas, discriminatórias e contraproducentes; em vez de mais planos e mais roteiros
e orientações, com toda uma parafernália burocrático-tecnológica acoplada, as
escolas e as suas direções devem exigir à tutela os meios (materiais e de
formação) que permitam enfrentar situações como a que estamos a viver, porque,
sem alarmismo e talvez com realismo, à nossa porta podem estar a bater novos
surtos epidémicos. Uma exigência para o presente e para o futuro.
Em vez de estarem a lecionar novos
conteúdos que não abrangem todos os alunos (como é isso possível, que princípio
ético o pode admitir?!), as escolas deviam estar a reforçar e a rever os
conteúdos lecionados até à data da interrupção (13 de março).
Em vez de estarem preocupadas com a
avaliação de um final de ano letivo presencialmente inexistente, as escolas e
as suas direções deveriam exigir à tutela que a avaliação final deste ano
letivo seja a do segundo período (nas escolas que funcionam em períodos) e a do
primeiro semestre (nas escolas que funcionam por semestres), ou a que foi
recolhida até à suspensão das aulas. Em qualquer das situações contempla-se
felizmente mais de metade do ano letivo (sim, o primeiro semestre é mais
extenso do que o segundo). Se se
considera que assim não é possível recuperar alunos que até ao momento tiveram
avaliação negativa, então as escolas e as suas direções devem colocar e exigir à
tutela a possibilidade da passagem administrativa. Para uma situação excecional,
medidas excecionais.
Em vez de estarem ansiosas com a realização
dos exames nacionais, as escolas e as suas direções deveriam exigir à tutela a
suspensão e a não realização dos mesmos, pelo ambiente de stress criado, pelo incumprimento dos programas curriculares, pelas
discrepâncias assinaláveis que existem de escola para escola nas matérias até
ao momento lecionadas.
Um profissional de saúde dizia por
estes dias que estar a combater o vírus num hospital é como estar na praia à
espera de um tsunâmi.
Apropriando-me desta terrível
analogia, diria: o tsunâmi já chegou, pôs o mundo do avesso e a vida em
suspenso. Não juntemos mais ondas à vaga avassaladora que nos inundou. Mais do
que nunca, o que se exige agora é cabeça fria, ponderação e coragem! Também nas
nossas escolas e no sistema de ensino.
Pedro Santos Maia
Professor do Ensino Secundário
Almada, 28.3.2020
28 março 2020
25 março 2020
MIGUEL d'HERA - «Exposição no Sótão - Quarentena» - Técnica mista sobre papel - Mix. Inaugurada a 25 de março de 2020
Bem vindos à exposição de MIGUEL d'HERA durante o período de
quarentena do Coronavírus - com curadoria de Célia Cadete.
Exposição inaugurada no dia 25 de março de 2020.
Curadoria de Célia Cadete.
Se estiver interessado(a) nesta exposição ou em alguma obra em particular,
contacte o artista (ou a curadora) pelo tm 965065213
ou através do e-mail migueldhera@gmail.com.
Desejamos muita saúde e Arte.
Juntos, venceremos o sacana do vírus!
Fique a par de outras obras do artista visitando a página:
www.angelo-rodrigues.webnode.pt
(Clique no separador Artes Plásticas)
24 março 2020
22 março 2020
09 março 2020
07 março 2020
06 março 2020
ENTREVISTA (1ª Parte) de Von Trina concedida ao Blogue EXTRAVASAR. Não deixe de ler esta excelente Entrevista de um poeta "fora da caixa". Divirta-se!
ENTREVISTA de
Von Trina
(Poeta, ativista cultural, apaixonando
por História e mais 500 coisas…)
concedida ao blogue EXTRAVASAR,
em março de 2020
Blogue EXTRAVASAR
Divulgamos Cultura!
Von Trina
(Poeta, ativista cultural, apaixonando
por História e mais 500 coisas…)
concedida ao blogue EXTRAVASAR,
em março de 2020
Blogue EXTRAVASAR
Divulgamos Cultura!
1.
Extravasar: Caro poeta Von
Trina, a sua participação nos nossos projetos é para nós um enorme prazer.
Queira fazer o favor de partilhar connosco (e com o público leitor) as
motivações que o levaram a enveredar pelo fascinante mundo da Poesia e da
divulgação/promoção da mesma.
Von Trina: Curiosamente
não foi por inspiração divina de qualquer deus clássico das artes.
ESCREVER:
Sou
disléxico (gosto de dizer e grafar ‘deslexico’,
um cruzamento de disléxico com desleixado) e tenho uma memória visual das
palavras, portanto a solução na infância era praticar… escrever, escrever, escrever…
POESIA:
Um dia ainda na escola primária, descobri um poema
do meu pai, publicado num jornal e apaixonei-me pela forma e género.Descobri ao longo da vida que a poesia nunca me traiu, ou abandonou,
pelo contrário sempre esteve comigo, leal e carinhosa, embora este espírito de ‘vampiro de emoções’, de observador atento, me obrigue a «carregar
aos ombros todos os males do mundo, mas também toda a sua beleza».
2.
Extravasar: Fale-nos do
processo de construção das suas obras literárias bem como das dificuldades que
sente (ou não) na sua elaboração e na afirmação das mesmas junto dos leitores.
Von Trina: Nunca
senti qualquer tipo de dificuldade, ou bloqueio, para escrever poesia. Sempre
tive as ideias e orientações na cabeça, por vezes uso uma ou outra frase que
oiço e aponto num caderninho.
A
poesia por vezes ‘emerge’ em mim de
modo tão virulento como numa ‘erupção’,
de modo tão compulsivo e obrigatório que me obriga a parar tudo, para a
transpor (normalmente primeiro) para o papel.
Componho, escrevo, normalmente em bares e cafés, observando o
comportamento humano.
Feira do Livro de Lisboa, 2019 – Foto do Blogue Extravasar
3.
Extravasar: Se possível, faça-nos
um pequeno resumo da sua obra mais emblemática e destaque um ou dois temas que
possam eventualmente gerar mais interesse, polémica e/ou surpresa junto do
público leitor.
Von Trina: Considero
que a minha obra mais emblemática é a primeira, «A DÁDIVA ASTUCIOSA DOS
DEUSES», Ed. Minerva, 2000.
Foi
o livro fundador, iniciático, desta aventura excitante da publicação. Nela
deixei expressa as minhas influências culturais, ao que vinha e por onde iria,
libertando-me para ser autónomo nesta ‘via
sacra’ da poesia e intervenção cultural, o meu modo favorito de exercer a
cidadania.
O AMOR E A MULHER, A ESPANTOSA COMPLEXIDADE HUMANA
E A SOCIEDADE EM QUE VIVO, serão sempre e obrigatoriamente as minhas temáticas.
4.
Extravasar: A que tipo de
pessoas (eventuais leitores) poderá interessar mais a sua obra e porque razão
ou razões.
Von Trina: A
minha percepção é que primeiro a minha obra interessa-me a mim, porque cumpre a
minha necessidade compulsiva de escrever e intervir, mas não sustento a mínima ilusão que os poemas depois de lidos deixam de ser
da minha autoria e refletem a interioridade e progenitoria de quem os lê,
muitas vezes num sentido, ou direção, diversa da minha ao escrever.
Intuo
que a minha poesia pode interessar a todos os que amem este género, possuam
sentido de humor e amor e sendo seres atentos possuam a coragem, a necessidade
e sobretudo a sensibilidade de explorarem a minha/sua interioridade e
intimidade.
5.
Extravasar: Partilhe connosco
e com o público leitor a forma mais prática e eficaz de se comprar/adquirir os
seus livros.
Von Trina: Ui…
Não sendo nenhum poeta da moda, ou que escreveu séculos atrás; não sendo uma
figura pública; não necessitando destas receitas para viver; e nunca me tendo
preocupado muito com o tema; tenho dificuldade em responder.
Os (meus) livros que tenho disponíveis dou a amigos, divulgadores
culturais, bibliotecas, para difusão pública considerada de interesse. Quando me
solicitam mais exemplares, ou mostram interesse em obter algum fora destes
parâmetros, aconselho a procura nos pontos de venda de livros, ou diretamente
na respetiva editora.
(Edições
Colibri –Antologia ECLÉTICA e Coletânea MUNDO(S) obras coletivas onde sou co-autor – www.edi-colibri.pt).
Felizmente
tenho ainda alguns amigos, normalmente em cafés e bares onde escrevo, ou outros
estabelecimentos que frequento que mostram interesse em os vender no local.
O
que sinto hoje em dia nos seres humanos, é o medo como quem solicita
inconscientemente ajuda, porque sente-se a necessidade de mudança. Pedem-me
livros meus, ou que escreva «uns versos, ou poema» para impressionarem a
namorada ou a esposa. Compram-me letras de canções, ou simplesmente
querem saber se as posso ceder. Dificilmente ousam a diferença que pressiona e pode
ajudar a mudar mentalidades.
6.
Extravasar: Queira destacar
e partilhar connosco e com o público leitor o seu melhor projeto literário até
agora. Fale-nos também dos eventuais projetos para o futuro.
Von Trina: Adoro participar e colaborar nas coletâneas e antologias que integrem
autores cuja Pátria é a lingua portuguesa.
Poetas diversos que espelham realidades tão diferentes, mas unidos pelo idioma.
Contudo
estou seguro, enquanto ser ‘irregular e
imprevisível’ que o meu melhor projeto de futuro, será o próximo.
Talvez
dentro de alguns anos, outro livro individual.
7.
Extravasar: Qual a sua
opinião e sensibilidade sobre o mercado livreiro em Portugal e na Europa? O que
melhoraria e o que alteraria neste complexo mercado?
Von Trina: As
pessoas, os cidadãos, estão temerosos e esmagados, por uma intuição de futuro
incerto e uma realidade castradora de diferenças. Somos conduzidos pelos caminhos
culturais ‘certinhos’ para não
pensarmos, logo questionarmos. A poesia é precisamente o contrário deste modo
de vida.
É
conveniente não escolher ler, porque nos obriga a acreditar no que nos dizem ou
mostram. A realidade do mercado livreiro global reflete exatamente esta tormentosa
situação.
Será
necessário regressar à infância e à fascinante «idade dos porquês» para
formarmos cidadãos autónomos e irrequietos intelectualmente. Nós, os outros, seremos sempre «uma estranha forma de vida» excêntrica.
8.
Extravasar: Sabemos que infelizmente
a Comunicação Social tradicional (Imprensa / Rádio / Televisão) dá pouco
destaque aos Poetas/Escritores e os poucos que são “falados” / resenhados,
acabam sempre por ser os mesmos. O que pensa disto e o que propõe para que os Media passem a fazer o seu trabalho e a
terem de facto uma atitude de equidade e de justiça?
Von Trina: Nós
pagamos um serviço público nos Média, mas o interessante é segregado para um
nicho de divulgação quase inacessível.
Estrategicamente
teremos que regressar à formação e educação infantil.
Taticamente temos que pressionar, formar, responsabilizar as elites
culturais - nós os que escrevemos e nos atrevemos - a serem inquietas, ousadas
e determinadas.
Todos
nós faremos a diferença!
9.
Extravasar: Muitas outras questões ficaram por colocar,
contudo, foi para nós um prazer e um privilégio termos “conversado” consigo e
termos conhecido um pouco melhor o homem e o poeta Von Trina. Agradecemos a sua
participação nos nossos projetos e pedimos-lhe que deixe uma mensagem/recado
e/ou um desejo final.
Von Trina: ‘TENHAM ESPERANÇA, SEJAM EXIGENTES’.
Somente
isso.
Obrigado,
o prazer foi meu. Desculpem algo mais inconveniente, mas é o que penso.
10.
Extravasar: Escolha por favor um pequeno excerto e/ou poema de
um dos seus livros (publicados ou a publicar). Desejamos-lhe todo o sucesso e
sorte do mundo pois a sua obra bem o merece.
Von Trina:
«perturbas(me)
tanto
como raio de luz
rasgando a escuridão
nesse teu jeito
que me deixa sem jeito
nas arcadas (da vida)
o poeta
sobrevivente de mil naufrágios
não sabe competir
nem conhece
a dança da sedução
apenas tem palavras
doces
e significados
afetos
admiração
e um coração
que pode surpreendentemente
confortar(te)
(sem engates)»
05 março 2020
04 março 2020
SNBA - Convite - Apoio: Blogue EXTRAVASAR - Divulgamos Cultura!
03 março 2020
01 março 2020
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