24 Julho 2003
M.A.U. - Manifesto Anti-Uniformização
Viagem desesperada em fuga ao cinzentismo conformista
Amigos:
Os poetas não prestam?.............Não!
Os poetas cheiram mal? ............. Cheiram!
Os poetas são execráveis?.......... São!
Os poetas são mudos? ........ Sim! Excepto quando declamam jornais.
Abaixo os poetas? ............... Abaixo!
Morram os poetas? .............. Morram!
Abaixo os chatos! Abaixo os esotéricos!
Morte à cabala e a quem a declamar!
Que morram os poetas ........... Todos
Mas todos!
Mas amigos:
- Que fique a poesia!
- Que fique o amor!
- Que fique a palavra
O sonho
A tesão!
Que fique Pasolini e o «Maravilhoso Direito à Interioridade»
Que fique a Arte subversiva e insubmissa,
Que pode incendiar cidades ou encher corações» do Tolentino Mendonça!
Que fiquem o Abílio Sampaio e o Ângelo Rodrigues . Porque sim!
Que fiquem o Jafga e o Von Trina......... Porque não!
Que fiquem os poetas tolos ................. que já não resistem!
Que fiquem apenas os mais tolos ......... que agora atacam!
Viva a beleza!
Viva a alegria!
Viva a fantasia!
Vivam os espíritos inquietos! Viva! Viva! Viva!
Morte à mordaça e ao Dantas!
Morte à ditadura e à ditamole!
Morte à uniformização pedófila marreca e zarolha!
A uniformização é venérea? ....... É!
A uniformização é globalmente culta?
A cultura é uniformemente global?
A globalização é uma cultura uniforme? .... Não! Três vezes não!
Morram os mortos .......... porque não vivem!
Morram os vivos ............ que nunca mais morrem!
Viva a vida ..... viva a coragem .... viva a fantasia
Viva o pensamento ... viva a criação ..... viva a liberdade! Viva! Viva! Viva!
Amigos:
Tenham esperança!
Sejam exigentes!
von Trina
Subscrito por Júlio Roberto, JAFGA, Abílio Sampaio e Ângelo Rodrigues
Amigos:
Os poetas não prestam?.............Não!
Os poetas cheiram mal? ............. Cheiram!
Os poetas são execráveis?.......... São!
Os poetas são mudos? ........ Sim! Excepto quando declamam jornais.
Abaixo os poetas? ............... Abaixo!
Morram os poetas? .............. Morram!
Abaixo os chatos! Abaixo os esotéricos!
Morte à cabala e a quem a declamar!
Que morram os poetas ........... Todos
Mas todos!
Mas amigos:
- Que fique a poesia!
- Que fique o amor!
- Que fique a palavra
O sonho
A tesão!
Que fique Pasolini e o «Maravilhoso Direito à Interioridade»
Que fique a Arte subversiva e insubmissa,
Que pode incendiar cidades ou encher corações» do Tolentino Mendonça!
Que fiquem o Abílio Sampaio e o Ângelo Rodrigues . Porque sim!
Que fiquem o Jafga e o Von Trina......... Porque não!
Que fiquem os poetas tolos ................. que já não resistem!
Que fiquem apenas os mais tolos ......... que agora atacam!
Viva a beleza!
Viva a alegria!
Viva a fantasia!
Vivam os espíritos inquietos! Viva! Viva! Viva!
Morte à mordaça e ao Dantas!
Morte à ditadura e à ditamole!
Morte à uniformização pedófila marreca e zarolha!
A uniformização é venérea? ....... É!
A uniformização é globalmente culta?
A cultura é uniformemente global?
A globalização é uma cultura uniforme? .... Não! Três vezes não!
Morram os mortos .......... porque não vivem!
Morram os vivos ............ que nunca mais morrem!
Viva a vida ..... viva a coragem .... viva a fantasia
Viva o pensamento ... viva a criação ..... viva a liberdade! Viva! Viva! Viva!
Amigos:
Tenham esperança!
Sejam exigentes!
von Trina
Subscrito por Júlio Roberto, JAFGA, Abílio Sampaio e Ângelo Rodrigues
21 Julho 2003
UM BAILADO NO CENTRO DA ALMA - aforismo nº 18
O trabalho é anti-natural. Trabalhar é estúpido. Os gregos antigos tinham razão, o Homem não nasceu para trabalhar. É o esgotamento do labor inumano que afasta o Homem da humanidade, da sua essência cultural, do ócio, que devia ser a sua única preocupação.
in UM BAILADO NO CENTRO DA ALMA, ângelo rodrigues, Ed. Minerva, Lisboa, 2002, 88 pp.
in UM BAILADO NO CENTRO DA ALMA, ângelo rodrigues, Ed. Minerva, Lisboa, 2002, 88 pp.
18 Julho 2003
ESTÓRIA
Esta estória, que até podia ser bastante longa e maçuda, fala – entre outras coisas - de uma esposa boa e bela que estava sozinha a treze de Maio de um ano que já passou
Quando ele tocou a campainha, ela estava a fazer sexo na Internet. A Rádio transmitia as cerimónias de Fátima. Soube-se também, que nesse dia, o vizinho do 2º Esquerdo voltou a insultar a mulher e chamou puta à filha. Continuo sem saber se a filha é puta ou não.
in UM BAILADO NO CENTRO DA ALMA, ângelo rodrigues, Ed. Minerva, Lisboa, 2002, 88 pp.
Quando ele tocou a campainha, ela estava a fazer sexo na Internet. A Rádio transmitia as cerimónias de Fátima. Soube-se também, que nesse dia, o vizinho do 2º Esquerdo voltou a insultar a mulher e chamou puta à filha. Continuo sem saber se a filha é puta ou não.
in UM BAILADO NO CENTRO DA ALMA, ângelo rodrigues, Ed. Minerva, Lisboa, 2002, 88 pp.
17 Julho 2003
UM BAILADO NO CENTRO DA ALMA - aforismo nº 31
Eles andam aí: as fadas, os gnomos e os duendes. Se não acreditas, vai à Ribeira da Lapa à hora do crepúsculo. Chama-os devagarinho. Assobia uma doce melodia e diz-lhes com um rosto expressivo que deles tens saudades. Eles aparecerão e irão comunicar contigo através da água da ribeira. Vai sozinho e não leves máquinas nem preconceitos, despe-te de tudo, esconde as roupas e as manias de raça superior e senta-te numa pedra da ribeira enquanto assobias. Sê doce e amoroso para com a Natureza que te rodeia. Não penses em nada nem em ninguém, sê puro e autêntico pois eles andam aí.
in UM BAILADO NO CENTRO DA ALMA, ângelo rodrigues, Ed. Minerva, 2002, Lisboa, 88 pp.
in UM BAILADO NO CENTRO DA ALMA, ângelo rodrigues, Ed. Minerva, 2002, Lisboa, 88 pp.
12 Julho 2003
DO ESCREVER
Escrevemos para descobrir.
Escrevemos para suportar todos os marasmos.
Escrevemos porque intuímos os mistérios.
Escrevemos porque sabemos da deusa Morte!
Escrevemos porque a VIDA não chega.
Escrevemos para suportar todos os marasmos.
Escrevemos porque intuímos os mistérios.
Escrevemos porque sabemos da deusa Morte!
Escrevemos porque a VIDA não chega.
11 Julho 2003
D’ARTE, PAIXÃO & POESIA
Num dos primeiros escritos da sua juventude (1796/1797), Hegel afirmou que «(...) já não haverá nenhuma filosofia, nenhuma história, apenas a arte poética sobreviverá a todas as restantes ciências e artes». Apesar do risco da afirmação, no contexto e no âmbito da distância temporal, esta intuição profética do jovem Hegel, não é ainda realizável, não está em consonância com este tempo de perplexidades, confusão geral, falta de sentido e “algum” vazio espiritual. Contudo, há algumas boas pistas, determinados trilhos que nos permitem afirmar que a reconciliação do homem e do universo pela criatividade e pelo artístico, está sendo preparada e que as próximas gerações irão assistir a um regresso - desejado e necessário - à Arte por excelência (uma espécie de deificação do Homem). Deixemo-nos de artimanhas progressistas e de fixações cibernéticas, tecnológicas e afins, a humanidade, em toda a sua essência, plenitude e dignidade, só continuará sendo possível pela Arte.
As “aventuras” criativas (uma aventura é inicialmente uma surpresa e depois uma memória) serão património mítico/cultural e farão parte do imaginário de um povo intelectualmente ousado, se forem dignamente vividas. Viver-em-Arte (criando, fruindo e partilhando Arte) é fundir-se no Todo-Absoluto, é fazer pontes com os materiais estéticos da alma, reconciliando o apolíneo e o dionisíaco da Vida. Toda a Arte liberta e aproxima do essencial. A Eternidade não poderá ser, decerto, uma doença das ideias, ela revela-se na Arte verdadeira - a Arte despretensiosa, autêntica porque espontânea mas insatisfeita, sentida e amadurecida, dela brotará “infalivelmente” uma significativa revolução cultural e espiritual. O efémero, o passageiro, o banal, é próprio da radicalização dos opostos, é peculiar dos que desistem de aprofundar e descobrir poetica-mente os pequenos-grandes enigmas da sua criatividade, muitas vezes adormecida pelo embalar conceptual e conservador das ideias feitas, fáceis e indiferenciadas.
A insatisfação-permanente deve ser o critério máximo. Rasgar deve ser o gesto mais natural de um escritor, de um poeta. Contudo, escrevam e rasguem. O que está dito e “registado” ficará sempre aquém do muito que falta por dizer. Temos todos a responsabilidade quotidiana de des-construir para construir a Vida - esse mistério tão rico de contradições e tão salutar de diferenças. Nem que seja apenas uma intenção, um sentimento, uma palavra ou um poema que se destaque - valerá sempre a pena Dizer ao mesmo tempo que se procura coerência, sentido e autenticidade - alguém, poderá fazer disso que se diz e vive, a motivação e o ânimo para uma reveladora e interessante caminhada espiritual. «O caminho faz-se caminhando» e o escritor, o poeta, faz-se escrevendo, sentindo, amando, conquistando o Impossível a fim da máxima espiritualidade. Se chegares ao fim de uma caminhada, à beira de um abismo ou às proximidades de uma barreira, não fiques lá apenas a contemplar as aporias do mundo e a olhar os trilhos já por outros construídos e palmilhados - não deixes de usar o sonho, a vontade e a imaginação e continua a caminhada até ao fim, ultrapassando os obstáculos com os meios próprios da tua criatividade. Se te perderes na selva do mundo, faz mais um caminho, se for um caminho diferente mas acessível, mais cedo ou mais tarde, muitos por lá irão passar.
As “aventuras” criativas (uma aventura é inicialmente uma surpresa e depois uma memória) serão património mítico/cultural e farão parte do imaginário de um povo intelectualmente ousado, se forem dignamente vividas. Viver-em-Arte (criando, fruindo e partilhando Arte) é fundir-se no Todo-Absoluto, é fazer pontes com os materiais estéticos da alma, reconciliando o apolíneo e o dionisíaco da Vida. Toda a Arte liberta e aproxima do essencial. A Eternidade não poderá ser, decerto, uma doença das ideias, ela revela-se na Arte verdadeira - a Arte despretensiosa, autêntica porque espontânea mas insatisfeita, sentida e amadurecida, dela brotará “infalivelmente” uma significativa revolução cultural e espiritual. O efémero, o passageiro, o banal, é próprio da radicalização dos opostos, é peculiar dos que desistem de aprofundar e descobrir poetica-mente os pequenos-grandes enigmas da sua criatividade, muitas vezes adormecida pelo embalar conceptual e conservador das ideias feitas, fáceis e indiferenciadas.
A insatisfação-permanente deve ser o critério máximo. Rasgar deve ser o gesto mais natural de um escritor, de um poeta. Contudo, escrevam e rasguem. O que está dito e “registado” ficará sempre aquém do muito que falta por dizer. Temos todos a responsabilidade quotidiana de des-construir para construir a Vida - esse mistério tão rico de contradições e tão salutar de diferenças. Nem que seja apenas uma intenção, um sentimento, uma palavra ou um poema que se destaque - valerá sempre a pena Dizer ao mesmo tempo que se procura coerência, sentido e autenticidade - alguém, poderá fazer disso que se diz e vive, a motivação e o ânimo para uma reveladora e interessante caminhada espiritual. «O caminho faz-se caminhando» e o escritor, o poeta, faz-se escrevendo, sentindo, amando, conquistando o Impossível a fim da máxima espiritualidade. Se chegares ao fim de uma caminhada, à beira de um abismo ou às proximidades de uma barreira, não fiques lá apenas a contemplar as aporias do mundo e a olhar os trilhos já por outros construídos e palmilhados - não deixes de usar o sonho, a vontade e a imaginação e continua a caminhada até ao fim, ultrapassando os obstáculos com os meios próprios da tua criatividade. Se te perderes na selva do mundo, faz mais um caminho, se for um caminho diferente mas acessível, mais cedo ou mais tarde, muitos por lá irão passar.
DA RESSURREIÇÃO DO ESPANTO - aforismo nº 38
Adorei os seus femininos ecléticos devaneios, a sapiência prolixa e algo erudita-delicada. Contudo, do que mais gostei - e com que tenciono vir apenas a sonhar - foram as pernas de sublime arte fisiológica e os seios apontados que pareciam disparar desejos ao alvo inocente dos meus olhos lacrimejantes de espanto e de vontades quotidianamente sentidas.
in UM BAILADO NO CENTRO DA ALMA, ângelo rodrigues, Ed. Minerva, 2002, 88 pp.
in UM BAILADO NO CENTRO DA ALMA, ângelo rodrigues, Ed. Minerva, 2002, 88 pp.
10 Julho 2003
ESTÓRIAS E HISTÓRIAS
Sabemos que há estórias e histórias. Dicionaria-mente falando, diremos que aquelas são narrativas de ficção, factos sem o serem, puramente imaginados, romanceados; estas, são factuais, directamente observáveis ou baseadas em documentos e testemunhos, traduzindo-se ambas em contos, crónicas, novelas, fábulas, enfim... narrativas.
O que será mais real: nós ou as nossas imagens?, a Vida ou a Literatura?, as nossas histórias ou as nossas estórias?
Oscar Wilde escreveu duas frases que, na minha idiossincrasia, traduzem bem a necessidade e a importância espiritual de uma “outra vida” (ou dimensão desta) talvez mais autêntica e real que aquela a que estamos habituados e à qual estamos presos julgando – por vezes – ser a única: «a literatura antecede sempre a vida»; «o máximo na literatura é a realização daquilo que não existe». Podemos ser e ter tudo em Literatura, sobretudo aquilo que julgávamos não existir. “O que (ainda) não existe” – para aqueles que perderam a capacidade de sonhar, de imaginar - é a outra dimensão da Vida. Quando narramos aos outros e a nós mesmos, os nossos desejos, utopias, sonhos, impossibilidades e vontades radicais, estamos a criar, como deuses – no Olimpo da Literatura - aquilo que “não existia”. Também Fernando Pessoa(s) assumia, em termos de Vida-vivida, com mais autenticidade e sentido(s), pelo fingimento e com as máscaras (uma outra forma de imaginar e criar mundos), o primado da Vida-Literatura: «a literatura como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta».
Escrever, seja o que for, com coerência, paixão, sentido(s) e capacidade de inovação, é cada vez mais difícil. Vivemos rodeados de verborreias televisivas e outras de toda a espécie (sobretudo no plano da Educação e Ensino) – arriscamo-nos ao esgotamento e à “de(s)ignificação” dos rituais, do encanto, dos mistérios e da magia do Ver-a-Ler, das palavras-luz através das quais se vê o mundo – escre(ver) é ver, ver é contar... Recriar o mundo pela narrativa, é talvez uma das tábuas de salvação do Homem.
Por isto e por algo mais que sinto mas que não consigo dizer (dar-a-ver) porque há palavras que estão cansadas e doentes, agradeço a todos os escritores do mundo, oftalmologistas de palavras, a re-criação/re-visão deste mundo e a criação/visão de outros mundos.
O que será mais real: nós ou as nossas imagens?, a Vida ou a Literatura?, as nossas histórias ou as nossas estórias?
Oscar Wilde escreveu duas frases que, na minha idiossincrasia, traduzem bem a necessidade e a importância espiritual de uma “outra vida” (ou dimensão desta) talvez mais autêntica e real que aquela a que estamos habituados e à qual estamos presos julgando – por vezes – ser a única: «a literatura antecede sempre a vida»; «o máximo na literatura é a realização daquilo que não existe». Podemos ser e ter tudo em Literatura, sobretudo aquilo que julgávamos não existir. “O que (ainda) não existe” – para aqueles que perderam a capacidade de sonhar, de imaginar - é a outra dimensão da Vida. Quando narramos aos outros e a nós mesmos, os nossos desejos, utopias, sonhos, impossibilidades e vontades radicais, estamos a criar, como deuses – no Olimpo da Literatura - aquilo que “não existia”. Também Fernando Pessoa(s) assumia, em termos de Vida-vivida, com mais autenticidade e sentido(s), pelo fingimento e com as máscaras (uma outra forma de imaginar e criar mundos), o primado da Vida-Literatura: «a literatura como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta».
Escrever, seja o que for, com coerência, paixão, sentido(s) e capacidade de inovação, é cada vez mais difícil. Vivemos rodeados de verborreias televisivas e outras de toda a espécie (sobretudo no plano da Educação e Ensino) – arriscamo-nos ao esgotamento e à “de(s)ignificação” dos rituais, do encanto, dos mistérios e da magia do Ver-a-Ler, das palavras-luz através das quais se vê o mundo – escre(ver) é ver, ver é contar... Recriar o mundo pela narrativa, é talvez uma das tábuas de salvação do Homem.
Por isto e por algo mais que sinto mas que não consigo dizer (dar-a-ver) porque há palavras que estão cansadas e doentes, agradeço a todos os escritores do mundo, oftalmologistas de palavras, a re-criação/re-visão deste mundo e a criação/visão de outros mundos.
03 Julho 2003
ESCOLA, EDUCAÇÃO E LEITURA
A Escola está a perder terreno. As novas pedagogias (em parte) "lixaram" tudo. O Ensino tem que ser reformulado completamente e urgentemente. Neste caos que é o Ensino, com professores tratados "abaixo de cão", (sem um apoio mínimo para a aquisição de livros) o livro, apesar de tudo, tem um papel fundamental. Um compêndio/manual não é mais do que a condensação e a síntese de um vasto conjunto de livros, contudo, creio que os programas curriculares deveriam contemplar mais a leitura integral de obras de autores contemporâneos vivos.
A leitura e a escrita intra e extra curriculares pura e simplesmente não existe. Creio que deveria de existir ao nível do activismo das escolas, uma regular e obrigatória tertúlia onde fosse possível incentivar o gosto pela leitura e pela escrita. Sei que tem havido louváveis tentativas desta natureza. Infelizmente, e como é habitual, o Ministério da Educação anda distraído.
A leitura e a escrita intra e extra curriculares pura e simplesmente não existe. Creio que deveria de existir ao nível do activismo das escolas, uma regular e obrigatória tertúlia onde fosse possível incentivar o gosto pela leitura e pela escrita. Sei que tem havido louváveis tentativas desta natureza. Infelizmente, e como é habitual, o Ministério da Educação anda distraído.
ADORO ESTE PAÍS!
Adoro este país de sol e de mulheres bonitas! Portugal ainda vai ter o esplendor e a garra intelectual da Grécia-Antiga. Não me apetece enunciar aqui as razões desta afirmação. Adoro a minha gente, todos aqueles que são mais do que simplesmente homens, que são (à maneira de Kant) Pessoas.
02 Julho 2003
LIVRO - AVULSAS IMPRESSÕES
BUSCA – poesia e prosa de Leonino Sousa Santos,
Editorial Minerva, 112 pp.
AVULSAS IMPRESSÕES
1. Toda a nossa Vida é uma demanda do Graal - procuramos crescer interiormente e, para tal (uns melhor que outros), dialogamos com a Tradição e Cultura em toda a sua riqueza e dimensão. A “diferença” dos homens reside aí, na intensidade e entusiasmo (o deus dentro de si) da busca, na vontade de se ultrapassar a si mesmo bem como na entrega de si, e, sobretudo, na humildade perante o Uni-verso e as certezas sobre o mesmo.
2. Eis um poeta que respira autenticidade - que compreende porque tem a capacidade e a magia de contemplar «o vulto, o sol, o mar e suas águas / O copo, o vinho e suas lágrimas / O tempo, a espera e suas mágoas».
3. Este livro de poemas-oração diz da esperança e do reconhecimento agradecido da dádiva grandiosa, sublime e enigmática que se chama Vida.
4. Leonino Sousa Santos é homem igual a milhões de homens, mas único porque na sua alma habita a doce Inquietação, motor da busca que o leva à procura do Encanto, da Magia, da Fé, do Amor, da Beleza, da Paixão... até concretizar o legítimo e grandioso desejo de ser um-para-Deus.
Editorial Minerva, 112 pp.
AVULSAS IMPRESSÕES
1. Toda a nossa Vida é uma demanda do Graal - procuramos crescer interiormente e, para tal (uns melhor que outros), dialogamos com a Tradição e Cultura em toda a sua riqueza e dimensão. A “diferença” dos homens reside aí, na intensidade e entusiasmo (o deus dentro de si) da busca, na vontade de se ultrapassar a si mesmo bem como na entrega de si, e, sobretudo, na humildade perante o Uni-verso e as certezas sobre o mesmo.
2. Eis um poeta que respira autenticidade - que compreende porque tem a capacidade e a magia de contemplar «o vulto, o sol, o mar e suas águas / O copo, o vinho e suas lágrimas / O tempo, a espera e suas mágoas».
3. Este livro de poemas-oração diz da esperança e do reconhecimento agradecido da dádiva grandiosa, sublime e enigmática que se chama Vida.
4. Leonino Sousa Santos é homem igual a milhões de homens, mas único porque na sua alma habita a doce Inquietação, motor da busca que o leva à procura do Encanto, da Magia, da Fé, do Amor, da Beleza, da Paixão... até concretizar o legítimo e grandioso desejo de ser um-para-Deus.
01 Julho 2003
EXTRAVASAR
Oiço
com os olhos
uma sinfonia
de pirilampos.
É noite luarenta
e,
mais uma vez,
estou em fuga
à monotonia
da normal(idade).
E acon-tece-me um ser
hermafrodita
que se assoma e diz:
EXTRAVASA-TE!
E fiquei,
estonteante,
hilariante,
ébrio
de orgasmo(s) mil.
Adeus vida(!),
vou prender-me
no labirinto
dos deuses-menores.
in UM BAILADO NO CENTRO DA ALMA
(aforismo, conto, prosa-poética, reflexão-filosófica-literária, poesia, entrevista)
de ângelo rodrigues, Editorial Minerva, 2002, Lisboa, 88 pp.
com os olhos
uma sinfonia
de pirilampos.
É noite luarenta
e,
mais uma vez,
estou em fuga
à monotonia
da normal(idade).
E acon-tece-me um ser
hermafrodita
que se assoma e diz:
EXTRAVASA-TE!
E fiquei,
estonteante,
hilariante,
ébrio
de orgasmo(s) mil.
Adeus vida(!),
vou prender-me
no labirinto
dos deuses-menores.
in UM BAILADO NO CENTRO DA ALMA
(aforismo, conto, prosa-poética, reflexão-filosófica-literária, poesia, entrevista)
de ângelo rodrigues, Editorial Minerva, 2002, Lisboa, 88 pp.
LIVRO - AVULSAS IMPRESSÕES
SÓ O AMOR DE UM SER INTERESSANTE É BELO E EXCITANTE
de von Trina, coordenação de Ângelo Rodrigues, no prelo, 56 páginas
AVULSAS IMPRESSÕES
1. Esta perturbadora obra de Von trina, parece-me ser bem mais do que um exercício almífico de exorcização e de catarsis-purificadora, qual psicanálise das errâncias divinas e profanas do feminino e afins: trata-se, também, de uma revelação de fetiches-vivos e excitantes, qualquer coisa que nos provoca e excita até às entranhas e que nos leva à masturbação e posterior orgasmo do espírito. Sintamos e partilhemos a dádiva das desvairadas e delirantes emoções e vivências do poeta despido, rebelde e errante: a luz, o calor, a paixão, a ardência, a excitação, a inquietude, a insatisfação, a coragem, a ousadia, a ternura da confissão sibilina, a doçura-amargura das palavras-anjo que entram para dentro de nós e nos convidam a voar pelo céu e pelo inferno dos nossos sonhos e desejos mais intimistas.
2. O poeta é uma espécie de vampiro, um espírito prenhe de liberdade que se alimenta de deusas venturosas: «não sei da tua alma / livre e lá longe /alimentando venturosa / espíritos prenhes»
3. Que este verso fique e contribua para a glória do poeta, para a diminuição da inquietude e para a frescura da nossa alma: «No mar fresco da interioridade».
4. Navegaremos a nossa alma-barco por estes poemas para ver o bailado das sereias e para ouvir os seus doces murmúrios que nos encantam.
5. Eis uma obra de Amor no feminino. Bendita sejas Mulher-Sereia-Deusa! Von trina é o enviado especial, o profeta das deusas. Creio que os poemas deste livro-oração querem dizer e dizem, o Indizível a Eternidade, o Amor, a Paixão, a Beleza, a Liberdade de se amar e de ser amado de uma maneira peculiar, original, diferente.
6. A fruição destes “poemas-setas-ao-coração” dos amantes, traz-me à mente alguns versos do poema DA MULHER que escrevi em 1987 e que, parece-me, vão ao encontro e estabelecem uma espécie de cumplicidade com estes sublimes poemas de Von trina que renovam também, a doce e grandiosa “ideia/tese” da mátria: «(...) Tenho que sair deste poema-vaginal / Antes de “comer” em gula TODAS / As fantasias da carne / E as femininas tempestades de espírito // Não sei nada de MULHER / Beijarei a mama mais próxima do Infinito / E tentarei adormecer / Sobre o ventre quente da MULHER-DEUS.
AVULSAS IMPRESSÕES
1. Esta perturbadora obra de Von trina, parece-me ser bem mais do que um exercício almífico de exorcização e de catarsis-purificadora, qual psicanálise das errâncias divinas e profanas do feminino e afins: trata-se, também, de uma revelação de fetiches-vivos e excitantes, qualquer coisa que nos provoca e excita até às entranhas e que nos leva à masturbação e posterior orgasmo do espírito. Sintamos e partilhemos a dádiva das desvairadas e delirantes emoções e vivências do poeta despido, rebelde e errante: a luz, o calor, a paixão, a ardência, a excitação, a inquietude, a insatisfação, a coragem, a ousadia, a ternura da confissão sibilina, a doçura-amargura das palavras-anjo que entram para dentro de nós e nos convidam a voar pelo céu e pelo inferno dos nossos sonhos e desejos mais intimistas.
2. O poeta é uma espécie de vampiro, um espírito prenhe de liberdade que se alimenta de deusas venturosas: «não sei da tua alma / livre e lá longe /alimentando venturosa / espíritos prenhes»
3. Que este verso fique e contribua para a glória do poeta, para a diminuição da inquietude e para a frescura da nossa alma: «No mar fresco da interioridade».
4. Navegaremos a nossa alma-barco por estes poemas para ver o bailado das sereias e para ouvir os seus doces murmúrios que nos encantam.
5. Eis uma obra de Amor no feminino. Bendita sejas Mulher-Sereia-Deusa! Von trina é o enviado especial, o profeta das deusas. Creio que os poemas deste livro-oração querem dizer e dizem, o Indizível a Eternidade, o Amor, a Paixão, a Beleza, a Liberdade de se amar e de ser amado de uma maneira peculiar, original, diferente.
6. A fruição destes “poemas-setas-ao-coração” dos amantes, traz-me à mente alguns versos do poema DA MULHER que escrevi em 1987 e que, parece-me, vão ao encontro e estabelecem uma espécie de cumplicidade com estes sublimes poemas de Von trina que renovam também, a doce e grandiosa “ideia/tese” da mátria: «(...) Tenho que sair deste poema-vaginal / Antes de “comer” em gula TODAS / As fantasias da carne / E as femininas tempestades de espírito // Não sei nada de MULHER / Beijarei a mama mais próxima do Infinito / E tentarei adormecer / Sobre o ventre quente da MULHER-DEUS.
TV
O programa «Acontece» (RTP2) é efectivamente uma referência no designado (e pobre) jornalismo cultural mas não é um "mar de rosas". É importante e interessante mas tem que deixar de ser uma "capelinha". Está a tornar-se um programa apenas com uma perspectiva cultural. Falar de CULTURA, caros amigos do «Acontece», não é falar apenas de mei-dúzia de escritores e de artistas (quase sempre os mesmos!). Falar de Cultura e de Literatura, implica falar daquele que editou - por exemplo - o seu livro número trinta mas também daquele que está agora a editar o seu primeiro livro. Quem vê o «Acontece» com regularidade, julgará erradamente ser apenas aquilo que se passa no país em termos culturais e literários.
